O relógio na parede parecia zombar de mim. Cada segundo se arrastava, lento, doloroso. Eu caminhava de um lado para o outro na sala de espera, tentando manter a calma enquanto minha irmã estava lá dentro, sendo operada.A porta se abriu devagar, e por um instante, meu coração quase parou, mas era só uma enfermeira passando. Suspirei fundo, as mãos trêmulas, o peito apertado.Foi então que vi Rosângela se aproximando com o mesmo sorriso acolhedor de sempre.— Ei, cheguei a tempo? perguntou, me puxando para um abraço apertado.— Graças a Deus murmurei, sentindo o alívio tomar conta. — Eu não aguentava mais ficar sozinha aqui.Sentamos lado a lado. As horas passaram entre cafés frios e tentativas frustradas de distração. Às vezes, trocávamos olhares silenciosos, ambas com o mesmo medo escondido.Depois de uma eternidade, a porta do centro cirúrgico se abriu. Meu corpo inteiro ficou tenso. Dois médicos saíram Dr. Antony, com aquele ar carismático, e ao lado dele, o Dr. Rogério, sério,
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