• Aneliese Moore •Eu não tive tempo de recusar. Assim que Gaspar retornou à empresa, ele e a mãe conversaram por alguns minutos e, no fim, eu fui praticamente arrastada para almoçar com Eleanor. Não houve escapatória elegante — apenas uma mão gentil no meu braço e um “vamos” dito com doçura que não dava margem para negociação.Escolhemos um restaurante tranquilo, a alguns quarteirões da empresa. Mesas espaçadas, vozes baixas, talheres tilintando como pequenas notas musicais. Ficamos perto das grandes janelas, onde a luz entrava em faixas generosas, desenhando reflexos nos copos. Enquanto comíamos, ela me contou algumas coisas sobre Alexander.Falou que ele sempre foi fechado, reservado ao ponto de parecer — palavras dela — um velho ranzinza em corpo jovem. Contou que, às vezes, ele parecia indeciso sobre tudo: caminhos, decisões, maneiras de dizer certas coisas. Mas nunca sobre os sentimentos. Retraído, sim. Confuso em alguns momentos, talvez. Mas quando amava… ele sabia. E isso nunc
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