A boate estava fechada.Ainda assim, havia movimento. No palco, algumas meninas ensaiavam, repetindo passos com a música baixa ecoando pelo espaço vazio, criando um clima estranho — como se aquele lugar só descansasse pela metade. As luzes estavam mais suaves, revelando detalhes que, à noite, se perdiam entre o neon e a fumaça.Lais entrou devagar, observando tudo ao redor com atenção. Não era a primeira vez ali, mas fazia tempo o suficiente para que tudo parecesse… diferente.Ou talvez fosse ela que estivesse.— Meu Deus do céu… — a voz veio carregada de surpresa e dramatização. — Lais?!Ela virou o rosto.O Jefão vinha na direção dela, grande como sempre, presença marcante, mas com aquele jeito exagerado, cheio de trejeitos, que quebrava qualquer tentativa de intimidação. Quando falava, gesticulava com as mãos, inclinava o corpo, como se cada frase precisasse ser performada.— Olha essa mulher! — continuou, levando a mão ao peito. — Você simplesmente sumiu, criatura!Lais deu um peq
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