Quatro dias depois, o universo decidiu sorrir. O sol iluminava o céu de um azul limpo. Um vento frio atravessava o estacionamento do hospital, fazendo as árvores balançarem suavemente. As folhas dançavam. Era um dia bonito. Dentro do quarto, Emma terminava de se arrumar para ir embora. Ou pelo menos tentava. — Aff… — resmungou, ajeitando o casaco. — Eu não aguentava mais ficar presa aqui. Thiago, encostado na janela, sorriu. — Você sabe que vai ter que seguir algumas regras. Emma estreitou os olhos. — Não. — Sim. Ele cruzou os braços. A porta do quarto se abriu. Ricardo entrou. — Regras que, aliás, você definitivamente deveria respeitar. Emma abriu um sorriso imediato. — Papai! Ela se levantou devagar e o abraçou. Ricardo segurou a filha com cuidado, mas firme. — Bom ver você em pé. Emma voltou para a cama. — Nem parece que eu quase fui desmontada e remontada. Ricardo riu. — As meninas ficaram em dúvida se traziam café da manhã ou nã
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