Os dias passaram. Thiago se tornou ainda mais atento aos detalhes. Anotava perguntas. Lia artigos. Salvava links. Tentava se preparar para tudo — mesmo sabendo que havia coisas que não se controlam. Emma, por sua vez, fazia o possível para fingir normalidade. Sorria. Trabalhava. Conversava. Mas por dentro, vivia em contagem regressiva. Naquela manhã, o sol iluminava a cidade com uma ironia cruel. Era um dia bonito demais para notícias difíceis. Eles entraram no consultório da médica Clara Tavares de mãos dadas. Não demorou para a porta se abrir. — Emma Rocha. Emma levantou-se no mesmo instante. Thiago acompanhou o movimento. — Pode me acompanhar. — disse a funcionária, olhando para os dois. Eles atravessaram o corredor e entraram em uma sala branca, limpa, silenciosa demais. Uma mulher baixa, de cabelos loiros presos de forma prática, levantou-se da mesa e sorriu com gentileza. — Bom dia. — disse. — Eu sou a doutora Clara Tavares. Sou médica oncolog
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