LEAH HAMPTON O centro de trauma era o inferno na Terra, e eu era o diabo regente daquele círculo específico. As portas duplas da entrada da ambulância não paravam de abrir. Gritos de dor, ordens latidas por médicos, o bip dos monitores cardíacos, o som de roupas sendo cortadas por tesouras. Era música para mim. — Leito 1, homem, 30 anos, trauma torácico fechado, PA 80 por 50, taquicárdico! — O paramédico gritou, empurrando a maca para dentro. O paciente estava cinza, lutando para respirar e os olhos revirando. Corri para o lado da maca, minhas mãos já enluvadas e o estetoscópio no pescoço. — Transfiram no três! Um, dois, três! Puxamos o lençol e o homem deslizou para o leito de trauma. — Vias aéreas! — Gritei. — Alguém pegue o laringoscópio, agora! Cinthia, acesso venoso bilateral, calibre 14 ou 16, o que você conseguir primeiro. Quero Ringer Lactato correndo aberto e peçam sangue O negativo, protocolo de transfusão maciça! Cinthia, a residente de pediatria que tinha
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