Isabela — Eu quero a verdade. Toda ela. Sem rodeios. A frase soou como um veredito quando Isabela fechou a porta da cobertura de Leonardo. Valentina já estava lá, sentada no sofá com um copo de vinho, vestida de preto, como se soubesse que aquele momento seria um velório — talvez da confiança, talvez do que restava entre os três. Leonardo a observava com cautela, mas não tentou se aproximar. Havia algo no olhar de Isabela que deixava claro: não era hora de carícias. — Vocês têm até o fim da noite pra me contar tudo. — ela disse, tirando o casaco. — Ou eu desapareço da vida de vocês pra sempre. O silêncio cortava o ar, denso, pesado. Valentina foi a primeira a falar. — O Grupo Hélios foi criado por Eduardo. Ele era brilhante nos negócios e cruel nas relações. Leonardo e eu entramos como investidores, jovens, ambiciosos… e cegos. Leonardo assentiu. — Eu estava começando minha carreira. Valentina também. Ele nos prometeu tudo: fama, dinheiro, poder. Mas o preço… foi a nossa al
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