Isabela Ela nunca havia sentido o próprio corpo daquela forma. O mundo parecia diluído, como se tivesse se dissolvido em calor, pele, suspiros. Ainda sentia as mãos dele em sua pele, mesmo quando não estavam mais lá. Ainda sentia a respiração dele, o gosto do vinho, o peso invisível do olhar. E, acima de tudo, sentia o prazer pulsando como uma corrente elétrica sob a pele. Leonardo se afastou devagar, mas sem se desconectar. O olhar dele dizia o que ela sempre temeu ouvir: “Você é minha agora.” E, ao contrário do que imaginava, aquilo não a assustava. Não mais. Era cedo. Louco. Incontrolável. Mas ela já não queria controlar. Ele voltou com um laço de cetim negro — comprido, sedoso, firme. Ela engoliu seco. — Confia em mim? — ele perguntou, abaixando-se diante dela. Os olhos estavam fixos nos dela. Sinceros. A voz, grave. Ela assentiu. Devagar. Sem quebrar o contato visual. — Preciso ouvir — ele insistiu. — Sim. Confio. Ele amarrou seus pulsos com cuidado. O nó era seguro, m
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