Inácio HallQuando abro os olhos novamente, a escuridão já tomou conta do lado de fora. O quarto de hospital está mergulhado em um silêncio sepulcral; não há ninguém aqui, além de mim e dos meus fantasmas.A memória volta como uma avalanche, soterrando qualquer vestígio de paz. As palavras de Gabriel me golpeando como socos, o vazio negro onde ouvi a voz dela, o olhar de terror da Diana... Tudo converge para uma única e dolorosa verdade: no final, fui eu. Fui eu quem a destruiu. Tirei sua liberdade, seu sorriso e, por consequência, sua vida.Arrastei Amélia para o meu mundo infernal, acreditando egoisticamente que eu merecia o seu calor. Eu estava errado. Monstros não merecem amor. Monstros não têm direito à felicidade. Eu não merecia a Mel, não merecia a Diana e, certamente, não merecia o filho pelo qual ela lutou até o último batimento cardíaco.— Não se preocupe, meu amor — sussurro para o vazio do quarto, minha voz soando como um juramento vindo do além. — Quando eu terminar o que
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