Inácio HallO som do disparo ainda ecoava nos meus ouvidos, um zumbido agudo que abafava todo o resto. Senti o impacto antes de sentir a dor — um soco pesado, quente, que me roubou o equilíbrio e fez o chão de metal do mezanino desaparecer. Caí de joelhos, o mundo girando em câmera lenta.Minha visão começou a escurecer pelas bordas, mas antes que a escuridão me levasse por completo, foquei no sorriso sangrento de Hermano. Ele parecia um demônio vitorioso em meio aos destroços. Reuni o resto das minhas forças, sentindo o sangue ensopar minha camisa, e levantei a mão trêmula.— Vá... para o inferno — murmurei, forçando um dedo do meio para ele. Minha voz era apenas um rastro de som, mas o ódio era absoluto.Hermano soltou uma risada rascante, borbulhando sangue pelos lábios, já sem forças para se manter sentado.— Primeiro... você — ele sibilou, os olhos perdendo o brilho enquanto tombava para o lado.Eu estava perdendo os sentidos. O frio começou a subir pelas minhas pernas, mas, ao l
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