Isadora parou diante da porta da UTI antes de entrar.O vidro refletia sua imagem cansada, os olhos marcados pelas noites sem dormir e pelo peso das escolhas que a haviam trazido até ali. Levou a mão à barriga de forma instintiva, acariciando-a com delicadeza, como se buscasse força.— Vamos lá, filhos… — murmurou em voz baixa. — Vamos ver o papai.A poucos metros dali, encostado discretamente no corredor, Gustavo a observava. Viu o gesto, o suspiro contido, a coragem sendo reunida em silêncio. Inspirou fundo, como se fizesse uma prece silenciosa.É meu amigo…Que Deus os proteja.Isadora enfim empurrou a porta e entrou.Rafael estava acordado, recostado na cama, os olhos atentos. Assim que a viu, seu olhar se prendeu ao dela com intensidade.— Isa… — chamou, a voz ainda rouca. — Vem aqui.Ela deu alguns passos, mas hesitou. Abriu a boca para falar, para responder à pergunta que ele já parecia formar… e então lembrou-se do que Gustavo havia pedido. Rafael não demonstrava saber do acid
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