Fiorella O gosto áspero do tecido improvisado invadiu minha boca, abafando o grito rasgado que subiu pela minha garganta e morreu contra a mordaça. Eu me debati instintivamente contra a parede fria, meus pulsos ardendo sob a tensão da gravata de seda de Alessandro, mas o esforço foi inútil. Ele sabia que eu tentaria escapar, o nó era firme, inquebrável, assim como a determinação implacável que agora endurecia suas feições. Ele me ama. Mais do que a própria vida, ele havia dito, mesmo assim, não o suficiente para abandonar sua vingança. A menção a Dominic me fez estremecer, mas foi o nome de Selena Salvatore que me deixou completamente perdida. Minha tia estava morta, era o que o meu pai dizia. Tentei gritar, mas o som que escapou de mim, no entanto, foi apenas um gemido sufocado, desesperado e humilhante. Alessandro desligou o celular. Ele passou as mãos pelos cabelos escuros em um gesto de frustração e virou o rosto na minha direção. — Não tente sair daqui, Ell
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