Fiorella — O trono de Salvatore está vazio, Alessandro — o conselheiro murmurou, a voz carregada de uma cautela reverente. — A Cosa Nostra precisa de um líder. Você é o sucessor natural. Vai tomar o seu lugar? Alessandro olhou para o corpo de Salvatore, depois para as próprias mãos. Sem pressa, ele levou a mão direita até o dedo onde repousava o pesado anel de subchefe, com um movimento firme, ele o puxou. O som do metal batendo contra o chão e rolando até parar ao lado da mão inerte de Salvatore ecoou como um ponto final. — Não Eduardo. — Alessandro respondeu, a voz firme e inabalável. Ele se virou para mim, os olhos escuros brilhando. — Não quero nada da Cosa Nostra. Tenho a minha empresa, a minha vida e é nisso que eu vou me concentrar agora. Dias depois, a poeira começou a baixar de uma forma que eu jamais julguei ser possível. O encontro com Frederico Constantino aconteceu em uma propriedade isolada. Quando o capo da temida 'Ndrangheta entrou na sala, meu coração acelerou.
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