51. O Leão e a Câmera
Escolher o nome do bebê não estava sendo simples. Era algo que exigia conversa, tempo, intimidade. Eu e Adam ainda não havíamos sentado para decidir. Não tinha preferência por menino ou menina. Já amava aquele ser de forma incondicional. Ainda assim, uma intuição insistia: acho que é menino. Os médicos sempre se referiam a “ele”. Talvez fosse apenas força de expressão. Talvez não. Enfim. Estava esperando Nicole para almoçarmos juntas. Ela havia dito que precisava me contar algo importante. Adam saiu cedo para trabalhar. Estava absurdamente bonito. Camisa branca ajustada ao corpo, calça preta, cabelo levemente desgrenhado. Tomou café apressado, uma torrada, olhos grudados no celular. Disse que teria reunião o dia todo, mas que chegaria a tempo de preparar o jantar. Antes de sair, me puxou pela cintura e me beijou de língua, profundo, lento, do tipo que faz o corpo inteiro reagir. Molhei a calcinha. Ele sorriu de lado e saiu, me deixando ali, desnorteada. No oitavo, en
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