Sahir Maisha finalmente recebeu alta, e o caminho de volta para casa deveria ter sido leve, quase simbólico, como se aquele trajeto marcasse o fim de um período difícil e o início de algo novo, mais tranquilo, mais estável. Mas não foi assim que aconteceu. O carro avançava pelas avenidas amplas de Dubai, cercadas por prédios imponentes, fachadas de vidro refletindo a luz forte do dia, tudo organizado, silencioso, distante de qualquer desordem… e, ainda assim, dentro de mim não existia paz nenhuma. A mãe dela falava sem parar no banco de trás, opinando sobre tudo, ajustando cada detalhe como se ainda tivesse controle absoluto sobre a vida da filha, e eu precisava me segurar para não reagir. Nunca gostei dela, isso nunca foi segredo, mas dessa vez eu me obrigava a tolerar, porque Maisha precisava de estabilidade, não de mais conflito. O pai dela, ao contrário, mantinha o silêncio respeitoso de quem entende limites, alguém com quem eu conseguia coexistir sem esforço, mas a presença da
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