Zayd Os últimos meses foram difíceis de um jeito que eu nunca tinha experimentado antes. Meu corpo ainda carregava as consequências do que aconteceu, e cada sessão de fisioterapia era como um lembrete constante de que eu precisava recomeçar tudo do zero, passo por passo, sem pressa, mas também sem desistir. A dor ainda estava ali, firme, presente em cada movimento, principalmente quando eu forçava um pouco mais a perna, mas, mesmo assim, eu sabia que estava melhorando. Já conseguia me virar com a ajuda da muleta, ainda mancando, ainda sentindo o peso do esforço, mas não era mais aquele homem quebrado que eu fui no começo. E, no meio disso tudo, algo dentro de mim também começou a mudar. Os olhares das pessoas mudaram, e eu percebi isso rápido demais. Algumas mulheres com quem eu me envolvi no passado passaram a me enxergar de outra forma, como se aquela fase fosse definitiva, como se eu tivesse perdido valor, como se eu não fosse mais o mesmo homem de antes. No início, aquilo mexeu
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