NaylaFiquei encarando Adir Rashid. Ele estava claramente com raiva, o maxilar travado, os braços tensos ao lado do corpo. Mas eu não podia deixá‑lo sair dali sem cumprir o acordo. Se ele fosse embora, eu sabia exatamente o que aconteceria: ele mataria meu irmão.Eu lembrava perfeitamente da ligação. Lembrava das palavras que eu tinha dito, do tom exaltado, da raiva. Eu sabia que mandei ele matar. Mas tinha sido da boca pra fora, como toda irmã desesperada fala quando sente que está perdendo tudo. Ainda assim, de alguma forma, saber que ele não pretendia matá‑lo, que queria cobrar a dívida de outra forma, me deixou estranhamente mais tranquila.Adir voltou alguns passos, cruzou os braços e me encarou de cima a baixo. Eu fiz o mesmo. Me mantive de pé, braços cruzados, postura firme. Ele tinha quase dois metros. Se resolvesse me acertar, eu não teria chance nenhuma. Mas postura, naquele momento, era tudo o que eu tinha.Adir Rashid:— Você vendeu a sua virgindade para pagar a dívida do
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