Naquela noite, deitada em minha cama, eu tentava afastar Yanek de minha mente. Mas era impossível. Ele tinha desaparecido como se nada tivesse acontecido, e isso me incomodava profundamente. Talvez foi um erro meu. Talvez eu não tenha sido boa o suficiente. Tomada por essa dúvida, decidi recriar aquela noite sozinha. Coloquei uma luz baixa, música suave ao fundo, exatamente como estava naquele quarto de hotel. Me deitei sobre os lençóis, deslizei as mãos pelo meu próprio corpo, tentando lembrar de como me senti. Fechei os olhos, fingindo que Yanek estava ali, me olhando com aqueles olhos intensos, me ordenando a continuar. Tentei reviver a excitação, o calor, o desejo avassalador que senti sob seu olhar atento. Mas algo estava errado. Eu me tocava, movimentava os dedos da mesma forma que naquela noite, mas a sensação não era a mesma. A falta da presença dele, do controle que ele exercia sobre mim apenas com o olhar, tornava tudo… vazio. Mesmo assim, insisti. Meu corpo re
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