EDWARD PORTMANO champanhe desceu pela garganta dele no momento errado, e ele engasgou-se, os olhos se arregalaram por um segundo, apenas um, antes de escurecerem, e eu vi ali nos olhos de todo mundo, tentando entender o que Milena fazia ao meu lado, vestida daquela forma, usando aquele anel.O silêncio que se instalou foi breve — dois, três segundos, não mais, mas o suficiente para eu sentir Milena ao meu lado, rígida como uma estátua.Ela não estava olhando para ninguém. Os seus dela estavam fixos em algum ponto além do grupo, além do salão, além da noite, como se ela pudesse, com força de vontade, transportar-se para outro lugar; e a mão que não estava apoiada em mim descansava sobre a barriga mais uma vez, aquele gesto automático que ela fazia e tive que conter o impulso de cobrir os dedos dela com os meus.O anel brilhou novamente.Boa.Que olhassem, que se perguntassem, que fizessem as contas e percebessem que não fechavam. Era exatamente isso que eu queria.Ferraro movia-se com
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