Evelin observava da varanda, um sorriso de gratidão iluminando seu rosto. Lá embaixo, a logística era uma coreografia de pura energia.— Arthur e Bernardo, não subam aí! — a voz do marido de Evelin ecoou, misturando autoridade e riso, enquanto ele corria atrás dos dois meninos que, com a agilidade típica dos três anos, tentavam escalar um banco de mármore.Perto dali, as meninas formavam seu próprio universo. Alice, a mais audaciosa, liderava as irmãs em uma caçada às borboletas, enquanto Beatriz e Clara sentavam-se calmamente no gramado, cercadas por bonecas, em um contraste sereno com a agitação dos irmãos.No centro de tudo, sentado em sua imponente cadeira de balanço sob a sombra da grande figueira, o vovô Thomas assistia à cena. Ele, que por décadas foi o pilar rígido da família, agora era refém voluntário de seus cinco bisnetos.— Venha cá, pequena Clara — chamou o patriarca com a voz embargada. A menina correu para o seu colo, e ele a abraçou com a reverência de quem segura o f
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