CAPÍTULO 67. BÔNUS CLICE
Casei com Rangel por interesse, seguindo a decisão da minha mãe, que acreditava que aquele casamento garantiria uma vida confortável para nós duas. No início, tudo parecia exatamente o que ela prometeu: estabilidade, luxo, segurança. Rangel era gentil demais, atento demais, sempre disposto a me agradar, e aquilo, ao invés de me envolver, começou a me entediar profundamente. Eu não sentia emoção, não sentia desafio, não sentia nada que me mantivesse realmente presa àquele casamento. Foi então que comecei a notar outra presença constante na casa: o jardineiro. Ele estava sempre no jardim, cuidando das flores com uma força silenciosa e uma dedicação que me chamava atenção. Havia algo nele que contrastava completamente com a vida controlada e previsível que eu levava ao lado de Rangel. Aos poucos, sem perceber, passei a observá-lo mais do que deveria. Um dia, em um impulso calculado, pedi que ele colhesse flores para mim. Ele apenas assentiu e fez o que pedi, sem questionar. Foi aí que
Leer más