74. RANGEL E LIRA
■■ RANGEL Convidei Lira para viajarmos a sós após o nascimento do bebê Henry, mas fazer o quê? Ela é uma mãezona. Cabe a mim respeitar sua decisão. Nossa família cresceu e, com ela, o amor que nos une. Com o passar dos meses, acompanhei minha esposa em todas as consultas. Lira estava com um barrigão enorme, e eu não tinha metade da força que ela demonstrava todos os dias cuidando dos nossos filhos. — Rangel, por que está me olhando assim? — perguntou ela, arqueando uma sobrancelha e sorrindo. — Estou admirando você. A força que tem para carregar essa barriga. — respondi, acariciando sua mão. Lira soltou uma risadinha. — Está pesada, confesso. Não vejo a hora de tê-lo em meus braços, cuidar dele e niná-lo. Sorri ao vê-la tão feliz. — Agora vá se arrumar. Vamos jantar fora. Os olhos dela brilharam imediatamente. — Tá bom, Rangel. Aceito o seu convite. Meia hora depois, Lira desceu as escadas deslumbrante em um vestido vermelho. Fiquei sem palavras por alguns segundo
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