Seis anos se passaram desde que tudo aquilo aconteceu. Seis anos de paz, de amor, de dias em que o único barulho que eu ouvia era o riso das crianças ecoando pelos corredores da nossa casa — que agora não era mais chamada de mansão, mas simplesmente de lar.O sol brilhava forte no jardim, iluminando cada canto cheio de flores, balões coloridos e mesas preparadas com todo o carinho. Hoje era um dia especial: festa de aniversário da Jade, que completava doze anos. Ela não era mais a menina pequena e assustada que eu tinha conhecido anos atrás. Agora era uma menina linda, inteligente, cheia de vida, e que para mim, para a Eve e para todos nós, era exatamente como uma filha.Eu estava encostado numa árvore, de braços cruzados, só observando tudo e sentindo uma paz que eu achava que nunca iria existir na minha vida. De longe, eu via eles: meus dois filhos, Sara e Thomás, os gêmeos, que já tinham seis anos, correndo de um lado para o outro, rindo alto, puxando a barra da saia da Jade, que t
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