Quer jantar?

—Não precisa, estou bem. Esse batimento estanho no meu coração é só mesmo uma questão de paixão por você. —Ele sorri.

—Seu idiota, isso não teve graça. 

—Sua cara foi a melhor.

—Eu fiquei preocupada.

—Vamos? —Tiago se levanta.

Ele se aproxima de Rana a olha com seus lindos olhos de jabuticaba vibrantes, e então suas bocas se encontram num beijo excitante e magico.     

—Você ainda acha que esse não foi nosso primeiro encontro? Se estiver achando que não, podemos repeti-lo.

—Seu bobo...

De volta ao presente.

—Você ainda não me disse porque está indo para o nosso restaurante.

—Você continua o mesmo chato de sempre, e não vou dizer nada. Você é só o meu motorista.

—Como queira.

“Sei que fui meio grossa, porém ele mereceu. Não posso dizer que a Jas continua insistindo que ainda sentimos algo um pelo outro, aí para não brigarmos sai correndo e foi a primeira coisa que veio na minha mente.”

O resto da corrida passa em total silêncio. —Chegamos. —Tiago fala enquanto estaciona o carro.

—Quanto deu a corrida?

—Nada.

—Sério quanto deu?

—Já disse nada, fica pelos velhos tempos.

—Se insiste. —Rana abre a porta e sai do carro.

Ela vai até a entrada do restaurante. —A senhora vai querer uma mesa para dois ou está sozinha? —A recepcionista pergunta.

—Com licença eu já volto.

“O que eu estou fazendo?” 

Rana sai correndo e b**e no vidro do carro de Tiago. —Tok, Tok, Tok.

—...—Ele abaixa o vidro.

—Sei que vai parecer estranho, mas não gostaria de jantar?

—Está falando comigo?

—Sim, quem mais séria? Só para colocarmos um ponto final em tudo, se não quiser eu entendo.

—Tudo bem, vamos colocar um ponto final. Só me deixe cancelar a próxima corrida.

—Estarei esperando lá dento.

“O que eu fiz? Não sei se realmente estou preparada para colocar mais uma vez um ponto final”.

Ela entra e o espera impaciente em sua mesa. —Gostaria de fazer o pedido?

—Estou esperando uma pessoa ainda.

—Então não quer beber nada enquanto espera?

—Uma água de Coco 

Alguns segundos depois Tiago reaparece. —Esse lugar está ocupado?

—Não por favor pode se sentar.

—Então como uma bela dama veio parar aqui, sozinha?

—Boa tentativa, porém ainda não vou contar porque vim parar aqui.

—Aqui está sua água de coco. —A garçonete coloca na mesa.

—Obrigada.

—Você está nervosa?

—Não, parque perguntou isso?

—Água de coco.

“Ele ainda se lembra, que fofo.”

—Você ainda se lembra.

—Claro que sim, sempre que estava nervosa pedia uma água de coco. Posso perguntar uma coisa?

—Depende.

           

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