Mundo ficciónIniciar sesiónA lua está se afastando da Terra e isso acarretará em diversos desastres ao redor do globo. O destino da humanidade está nas mãos de três pessoas que são retiradas de seus cotidiano e levadas para um mundo mágico, repleto de aventura, magia, mitologias, batalhas épicas e muitos mistérios.
Leer másTupã encontrava-se sentado em seu trono esculpido num imenso tronco de árvore de cor avermelhada, com pequenos brotos e fungos espalhados por sua superfície. Ao seu lado estavam suas armas e um globo mágico transparente, o qual ele mesmo o construíra. Dentro do globo agitava-se incontrolavelmente um ser de forma fantasmagórica como se fosse constituído de fumaça e água unidas de maneira sobrenatural.
Jaci aproximou-se de seu esposo, tocou-lhe o braço com suas suaves mãos e suplicou-lhe:
— Por favor, solte-o! Não aguento vê-lo dessa maneira.
Tupã levantou-se abruptamente e afastou-se de Jaci, segurando o globo mágico em suas mãos. Virou-se para ela e com um tom de voz agressivo diz:
— Sabe que não posso fazer isso. Ele está disposto a tudo para lhe conquistar. Não vou permitir esse ato hediondo.
— Talvez as coisas se resolvam sozinhas. Dê-lhe uma chance!
— Não Jaci! Já disse que não. Monã teve o que merecia, e assim permanecerá até que abandone essa ideia estapafúrdia.
— Se é assim… Ficará em seu trono a vigiá-lo enquanto me assiste partir. Lembre-se que essa foi a sua escolha.
Jaci deu-lhe as costas e caminhou a passos largos afastando-se, enquanto o deus guerreiro dos trovões a observava partir furiosa com suas ações.
Escolhas Jaci. Escolhas que não tenho como recusar. Pensava Tupã enquanto retornava ao seu trono.
O velho indígena estava sentado numa rocha à beira de um riacho de águas cristalinas, observando a correnteza e os peixes nadando contra ela. Seu cachimbo aceso exalava um fino fio de fumaça branca que subia tortuoso em direção ao céu. Seus pés tocaram suavemente a fria água corrente, e o alívio tomou conta de seu ser.Ele fechou os olhos e inclinou o corpo para trás apoiando-se com os cotovelos, enquanto seu rosto era banhando pela luz cálida da manhã. O som das águas chocando-se contra seixos e pequenas rochas, era extremamente relaxante.De repente o céu tingiu-se de cinza, grandes nuvens negras urrando e disparando raios se acumularam sobre ele. Sem que tivesse tempo de se retirar dali, um raio atingiu o solo ao seu lado e quando se dissipou por completo, ali estava Tupã com seu tacape numa mão e o arco na outra. Os olhos do deus dos trovões
O céu denunciou o momento em que Monã fora libertado emitindo clarões e trovões. Embora tais eventos estivessem ligados à fúria de Tupã, não se viu mais nenhuma manifestação do mesmo.No exato momento em que a prisão mágica criada pelo deus dos trovões se rompeu, todo ser habitando o mundo além do véu teve conhecimento disso. Como que por instinto, todos se dirigiram para o mesmo lugar.A floresta ainda apresentava as marcas da batalha que ocorrera ali. O cheiro de fumaça ainda pairava pelo ar, algumas mulheres trabalhavam duramente para reconstruir a aldeia, enquanto outras preparavam a celebração que estava por vir.No centro da aldeia ardia uma grande fogueira crepitante. Ao seu redor estavam Curupira, Anahí, Yagateré-abá e alguma das Icamiabas.Aos poucos a aldeia recebeu mais e mais visitantes, até
O trio estava reunido ao redor de uma fogueira vívida e crepitante. Seus corpos iluminados pela luz alaranjada e bruxuleante estavam diferentes desde que se reuniram pela última vez. Embora não houvesse nenhuma mudança física permanente, suas almas haviam se transformado. O conceito que cada um aceitou para si, engendrou-se de tal maneira à sua realidade espiritual, que as mudanças mentais e espirituais acabaram por iluminar a forma física deles ao ponto de parecerem diferentes aos olhares uns dos outros.Ubirajara havia pintado seu corpo com urucu e argila preta, desenhando pequenos símbolos que se uniam uns aos outros e se tornavam uma grande e única pintura tendo como tela toda a extensão de sua pele. Ele segurava um graveto e cutucava as brasas do fogo para que as fagulhas subissem com o ar quente. Olhava-as subindo e desaparecer no céu. Com exceção ao crepitar do fogo e o cr
Dakota acordou com o céu claro acima de si, o vento forte e o ar rarefeito a fez perceber-se no alto de uma montanha, sob o sol escaldante e cercada por pássaros que se aproximavam cuidadosamente de seu corpo. Ela sentou-se e espantou os animais com gritos e gestos, agarrou seu arco, olhou ao redor e viu a imensidão plana e rochosa ondular sob o calor e caminhou até à beirada do abismo. Vai ser uma longa descida.Olhou de volta para o local onde acordara e notou algumas poucas árvores secas e arbustos frutíferos. Coletou algumas amoras e as comeu saboreando-as como se fossem as últimas da Terra. Em seguida quebrou alguns galhos e com o auxílio de pequenos seixos, os transformou em setas para o arco.Depois de prender as flechas com um cipó e ata-las às costas, Dakota caminhou pela montanha em busca de uma trilha que a levasse para baixo. O sol castigava sua pele, estava suada e
Último capítulo