capítulo 18

Rhaenyra Balerion

O Despertar da Chama

A escuridão dos meus sonhos nunca foi vazia. Desde a infância, ela vinha preenchida com a cor de escamas da noite e o calor de um fogo que não queimava, mas aquecia o meu peito. A princípio, era apenas um vislumbre fugaz de um olhar dourado, intenso e incrivelmente antigo. Com o tempo, as visões tornaram-se mais nítidas, e ele ganhou forma: um dragão de obsidiana e ébano, cujo porte majestoso era apenas superado pela profunda, e estranhamente familiar, tristeza em seus olhos.

Ele não falava com a voz; ele falava com o fogo. E, em meus sonhos, eu sentia a labareda dele envolver-me, não para consumir, mas para amar. Havia um oceano de carinho e uma paixão milenar na forma como ele me olhava, uma devoção que eu sabia não ser direcionada à humana que eu era, mas a algo mais profundo em minha alma. Eu era a receptora de um amor de eras, um vínculo que transcendia a carne e o tempo.

A quietude dessa afeição, contudo, foi rasgada.

A primeira vez que a
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