Naquela manhã, Valeria sentia-se exausta. As olheiras profundas em seu rosto eram o resultado de uma noite inteira de choro. Embora tenha devorado o café da manhã, fê-lo por pura obrigação, não por apetite. Enquanto comia, sua mente vagava para sua mãe, mas, como de costume, não havia nenhuma chamada. Sua mãe raramente se comunicava e, quando o fazia, era para pedir dinheiro. Valeria percebeu que estava sozinha no mundo, sem ninguém em quem se apoiar. A única pessoa em quem confiara, seu pai,