NICK
O som da respiração de Xander, fraca e ofegante, preenchia a sala silenciosa, ao mesmo tempo que eu trabalhava nele por horas, avançando com calma e cuidando para garantir que permanecesse vivo, apenas por um fio. Seu corpo já tinha suportado muito, bem mais do que qualquer um deveria suportar, porém aquilo ainda era pouco diante da dor que ele mesmo havia infligido a outros…
Ainda que estivesse à beira da ruína, mantive-o consciente o bastante para que me desse as respostas que exigia, porque, no fundo, eu precisava que continuasse vivo, ao menos por mais algum tempo.
Foi então que ele finalmente desmaiara, e eu limpei as mãos no pano que mantinha por perto, conectando em seguida o soro em seu braço, vendo a agulha deslizar pela pele com facilidade, em um gesto quase mecânico, como se já o tivesse repetido centenas de vezes. Eu não sentia orgulho algum daquele momento, mas não havia mais volta, já que o que eu tinha de fazer estava longe de ter terminado.
Logo, dei um passo para