A manhã em Salem começou com o som suave da neve batendo contra o vidro da janela, um ritmo monótono que combinava com o estado de espírito de Abby. Ela acordou antes do despertador, o corpo ainda pesado por uma noite de sono interrompido por sonhos fragmentados onde luzes neon azuis e o som de ondas se misturavam de forma confusa.
Ela não olhou o celular. Pela primeira vez em meses, o aparelho ficou esquecido sobre a mesa de cabeceira, a tela escura escondendo as centenas de fotos que, ela sab