Laura narrando
Naquela noite, eu mal consegui fechar os olhos.
O relógio parecia não andar.
Cada vez que olhava para o visor do celular, apenas alguns minutos haviam passado.
Às cinco da manhã, desisti de tentar dormir.
Levantei devagar para não acordar Dona Célia.
Mas, quando me virei, ela já estava sentada na cama.
Sorriu de leve.
— Também não conseguiu dormir?
Balancei a cabeça.
— Estou com medo.
Ela se aproximou.
Segurou minhas mãos.
— O medo não pode ser maior que a nossa vontade de viver.