Rafaela
Acordei com uma leve dor de cabeça no quarto silencioso do hospital. O ar-condicionado mantinha a temperatura baixa demais, e o cheiro de antisséptico era forte. Uma médica estava ao meu lado, ajustando o soro preso ao meu braço. Ela me observava com atenção, séria, profissional.
— Vou chamar sua mãe — disse, em tom calmo.
Assenti com a cabeça. Eu não tinha forças para falar.
Alguns minutos depois, a porta se abriu e Miriã entrou. Seu rosto estava fechado, mas não havia raiva ali. Ha