Juliana Bezerra
Leo não se moveu de imediato. Ele ficou ali, parado a poucos centímetros de mim, consumindo-me apenas com o olhar. O silêncio do escritório executivo parecia amplificar o som da sua respiração, que já não estava mais calma. Ele levou a mão à gravata e a afrouxou com um movimento brusco, como se o nó o sufocasse diante da minha presença.
— Você não faz ideia do que está fazendo comigo vindo aqui a esta hora... — a voz dele saiu rouca, carregada de uma nota perigosa.
Eu dei um