A noite foi fria e silenciosa quando Vitória, com o coração pesado, terminou de escrever a carta para Olavo. Suas mãos tremiam enquanto dobrava o papel cuidadosamente, deixando-o sobre a escrivaninha do quarto. Ela sabia que ele jamais permitiria que ela ficasse sozinha, mas não poderia arriscar a vida de Carlinhos.
Respirou fundo e pegou sua bolsa. Seu corpo foi tomado pelo medo, mas sua mente foi decidida. Saiu da casa com passos silenciosos, certificando-se de que ninguém a visse. A rua esta