Os passos de Leandro ecoavam no corredor enquanto eu o seguia até a sala. Um misto de culpa e preocupação me invadia. Assim que entramos, fui direto ao banheiro pegar papel toalha, umedecendo-o antes de limpar o filete de sangue no canto da boca dele.
— Você está bem? — perguntei, passando o papel com delicadeza.
Ele me olhou com aquele sorriso meio divertido e respondeu:
— Eu estou muito bem. E você?
— Eu? Você quem tomou um soco!
Ele deu uma risadinha irônica:
— Uma cara quebrada se conserta