Mundo de ficçãoIniciar sessãoAllexis
Depois da gafe com a minha garota, precisava encontrar uma forma de me desculpar e estar sozinho com ela. Caminho com passos bem curtos no corredor do Restaurante, empresa da família, pivô da rixa entre as famílias Blake e Miller. É que em tempos o Jill pai da Ni e o meu pai abriram o restaurante juntos quando jovens, com o andar do tempo, o pai da Ni quis sair do negócio e vender a sua parte para fazer outras aplicações. No entanto, o meu pai usou da esperteza comprando as acções ao preço mais baixo do que realmente valiam. Foi numa altura em que os Miller enfrentavam a batalha judicial do divórcio e o meu velho aproveitou-se disso. Quando o Jill Miller soube da trapaça cortou definitivamente os laços com a nossa família tornando isso uma rixa familiar. Não estou aqui pelo meu pai, até porque não temos boa relação. Depois da morte da minha mãe me senti obrigado a cuidar das finanças da família para garantir que o Dave e a minha irmã Allison pudessem ter uma vida estável. Meu sonho mesmo é a arquitetura, desde que iniciei a faculdade já fiz algumas remodelações na estrutura do restaurante dando lhe um ar mais moderno e acolhedor. Posso dizer que estou orgulhoso do que venho fazendo. Espero que seja o primeiro de uma grande rede de restaurantes que espero ter no futuro. O celular no meu bolso toca me trazendo de volta a realidade. É a Mel, sempre prestativa me ligando de volta. – Melzinha preciso da tua ajuda! Começo brincando. – Já gostei do início. O que queres? E quanto pagas? Mel brinca provocante A minha conversa com a Mel dura em torno de meia hora desenhando um plano para o meu pedido de desculpas. No fim me despeço dela, mais entusiasmado. Olho para o relógio na parede e percebo que já passa da hora de pegar a Allison no treino de voleibol. Depois de pegar a minha irmã no treino, paramos na pastelaria para comprar os bolinhos para o chá da tarde. – Allexis Blake? Fico petrificado ao ouvir a voz da Charlotte. Já faz tempo que não a via e não posso deixar de admitir que continua um mulherão. – Ei Charlotte está de volta à cidade? Resmungo umas palavras. – Cheguei ontem, papai está na cidade fechando negócios e aproveitei para visitar velhos amigos. Responde fazendo gestos com as mãos. - E Blake, vi a sua “amiguinha” Nília na cafeteria, acho que não gostou muito da nossa conversinha. Ela pisca provocativa me tirando da órbita. Arregalo os olhos perturbado. Quando ela se afasta, penso distraído no que terá dito para a minha namorada. A Ni já mostrou muitas vezes que não gosta da Charlotte e pensar que pode descobrir que foi com ela que perdi a virgindade me deixa em cólera. Não sei como ela pode reagir, a Ni é sensível e se importa muito com simbolismo. Penso comigo me esquecendo completamente da Allison que me dá um beliscão. – All, você a conhece? Pergunta curiosa. – Mais ou menos! Finjo. – Mas e porquê? Indago lançando lhe um olhar investigativo. – Porque não gosto. O garoto de quem gosto, o Victor, morre de tesão por ela. Todos os meninos da escola passam horas olhando para a foto dela de biquini e suspirando. Apesar de bonita, acho ela vulgar. – Olha o palavrão! Balbucio para desviar do assunto e nesse momento me lembro das palavras da Ni sobre a Charlotte. “Ela é vulgar, devia se dar ao respeito”. Quando finalmente cheguei em casa, e pude ter um momento de sossego em meu quarto, fechei os olhos e imaginei a minha doce namorada em meus braços, enquanto fazíamos amor como nunca. Minha mente me perturbava, meu desejo pela Nília crescia a cada dia e não via a hora de finalmente selarmos o nosso amor. A primeira vez das garotas é marcante, então não podia inventar coisas difíceis, a minha Ni é uma mulher sensível e doce. “Puta que pariu”. Ralho ao sentir o corpo responder com tesão aos meus pensamentos. Precisei tomar um banho frio para me acalmar. Para um jovem de vinte anos estava ansioso demais para a primeira vez da sua namorada. Naquela noite, o sono veio pesado depois de horas viajando pela imaginação.






