— Droga! Eu não sou uma pessoa desastrada! Como isso aconteceu?
A exclamação ecoou pela cozinha vazia enquanto eu olhava, incrédula, para a blusa encharcada. Água escorria pelo tecido e grudava na minha pele, gelada e incômoda. Ótimo. Como se eu já não tivesse preocupações suficientes, agora estava ali, parecendo uma pessoa que não sabia segurar um copo. Se Gabriel me visse assim, teria um treco.
A culpa era de Joana, falei para não ficar me ligando no serviço. Eu estou fazend