Os nós dos dedos de Bernardo estavam esbranquiçados, tamanha a força com que ele segurava o volante à sua frente. Pelo menos estávamos parados, ele tentava recuperar a calma antes de começar a dirigir. Seu rosto estava tenso, mandíbula cerrada, e eu podia sentir a raiva irradiando dele.
— Como você conseguiu passar três anos com aquele otário? — Ele praticamente cuspiu as palavras, seu tom repleto de uma raiva mal controlada.
— Ele não era um otário quando estávamos juntos... — defendi mais a m