112. Alice Benette
O quarto do hospital parecia diferente naquela manhã.
Não era apenas o fato de que o sol entrava pelas janelas com mais intensidade, ou que o cheiro de antisséptico parecia menos presente. Era a pequena forma enrolada em uma manta cor-de-rosa, deitada no berço ao lado da minha cama, que transformava aquele espaço frio e clínico em um lar.
Rosa estava aqui.
Comigo.
Sem tubos, sem monitores, sem incubadoras.
Apenas ela e eu, e o som da respiração dela, leve e rítmica, preenchendo o silêncio do qu