Ellie
Londres me recebeu com sua característica paleta de cinzas, um reflexo exato de como minha alma se sentia.
Depois de passar alguns dias refugiada na casa da minha irmã, entendi que não poderia ficar lá para sempre. Eu precisava do meu próprio espaço, um lugar onde o silêncio não fosse interrompido por olhares de pena ou perguntas não formuladas. Então, aluguei um pequeno apartamento no bairro de Chelsea. É um lugar aconchegante, com tetos altos e grandes janelas que dão para uma rua de pa