Ellie
Nunca tinha tido medo de uma folha de papel.
Mas lá estava ela. Aquela pasta fechada sobre a mesa da psiquiatra, com o meu nome escrito a tinta preta e elegante, parecia conter muito mais do que algumas páginas. Parecia guardar uma parte de mim que nem eu compreendia totalmente. Uma parte quebrada. Oculta. Distante.
O consultório era luminoso, com uma decoração acolhedora: tons suaves, pequenas plantas, quadros com frases motivadoras que pareciam demasiado otimistas para o que eu sentia n