114. NÃO HÁ PIOR CIEGO DO QUE AQUELE QUE NÃO QUER VER
LILIAN:
Percebo que ele vai acordar e saio correndo, entrando no banheiro e trancando a porta a chave. Faço um esforço para lembrar o que aconteceu; a única coisa que vem à minha memória são os lábios de Alessandro sobre os meus no chuveiro. E depois, o que aconteceu? Nós fizemos? Espera, Lilian, você é virgem. Sou? Você deve ter algum sinal se perdeu sua virgindade ontem à noite.
Me reviro toda; me dói algo, mas não como se tivessem me penetrado. Será que eu fiz isso com Alessandro? Será que perdi a virgindade com ele? Não, não, não, com certeza teria doído. Embora haja casos em que não doem se estão muito dilatadas. Ocorreu que, inclusive, pela mesma dilatação, até ficam virgens. Ai, Lilian, o que diabos você fez ontem à noite?! Por que, sempre que você se embriaga, acontecem essas coisas com ele?
Me banho o mais silenciosamente que posso, me visto e saio correndo. Ligo para os meninos e peço que me levem ao hospital. Ao chegar, me tranco na minha consulta para pensar. Abro o