Leon
Meu nome estava escrito na frente do envelope.
A caligrafia era dela.
Delicada.
Levemente inclinada para a direita.
Passei o polegar sobre as letras, como se aquele gesto pudesse, de alguma forma, adiar o que eu já sentia que encontraria ali dentro.
O apartamento estava silencioso.
Silencioso demais.
— Aurora?
Minha voz ecoou pela sala.
Nenhuma resposta.
Olhei para a cozinha.
A luz permanecia acesa.
Havia uma caneca sobre a bancada.
A dela.
Ainda pela metade.
O sofá continuava desalinhado,