Aurora
O restante da viagem foi silencioso.
Mas não daquele jeito constrangedor que costumava existir entre nós.
Era um silêncio leve.
Confortável.
De vez em quando, eu olhava para Leon.
Ele continuava concentrado na estrada.
Só que, sempre que percebia meu olhar, sorria discretamente.
Acabei rindo sozinha.
— O que foi?
Perguntou.
— Nada.
— Você riu.
— É que...
Balancei a cabeça.
— Ainda estou tentando acreditar que isso aconteceu.
Ele fingiu não entender.
— O quê?
Olhei para ele, incrédula.
—