Arthur tirava a sonequinha da tarde com Enzo.
Quer dizer, ele dormiu, enquanto o pequeno fazia bagunça em cima de si.
— Tio, tio, tio, tio — o pequeno o chama, segurando o rosto do advogado com as mãozinhas. — Qué mamá, tio, tio, tio!
Ele abre os olhos e diz:
— Papai, repete comigo, Pa pa i — diz pausadamente.
— Ti ti o! — o pequeno responde também pausadamente — Enzo qué mamá!
— Se você não me chamar de papai, não tem mamá.
O pequeno monstrinho pensa por alguns segundos.
— Tá! Papai, dá mamá,