O ateliê ainda estava longe de ficar pronto.
Caixas permaneciam empilhadas em um dos cantos.
Os livros de arte ocupavam apenas duas prateleiras da estante.
Os lápis, cuidadosamente organizados nos potes de vidro que Rafael trouxera, davam ao ambiente um ar acolhedor.
Laura entrou no cômodo logo após o café da manhã.
Abriu a janela.
A brisa fresca percorreu o quarto, fazendo a cortina balançar suavemente.
Ela fechou os olhos por alguns segundos.
Gostava daquele silêncio.
Não era um silêncio pesa