Lucas Hendrick
Minha avó estava deitada no sofá, com a cara amarrada, e o maldito médico não atendia. Eu andava de um lado para o outro na sala, o celular apertado na mão, como se pudesse forçar o homem a responder. O ar da mansão parecia mais pesado que o normal. A luz amarelada dos lustres batia no rosto dela, deixando as rugas mais marcadas, e eu sentia um aperto no peito que não conseguia explicar.
Me aproximei novamente, tentando manter a calma.
“Vó, vamos para o hospital. Lá você vai ter