Aura Keller
A sala da mansão estava iluminada pela luz suave da manhã.
Dona Ermínia sentava na poltrona favorita, o xale nos ombros, enquanto Dona Sônia servia chá com a naturalidade de quem já pertencia àquele lugar. Eu estava no sofá, as pernas dobradas, o corpo ainda cansado da viagem, mas o coração inquieto. Lucas tinha saído fazia menos de duas horas e eu já sentia o peso da ausência dele. Algo no jeito como ele se despediu me dizia que ele não tinha ido só “resolver umas coisas”.
“Então,