— É assim que você recebe uma velha amiga? — Ela não se dava nem ao trabalho de esconder a ironia em seu tom de voz.
As lembranças de oito anos atrás inundaram minha mente, como numa avalanche, que chega sem o menor aviso. Tudo aquilo me acertou bem em cheio, na boca do estomago e me fazendo faltar o ar.
— E eu moro aqui, docinho! — O sarcasmo em sua voz me dava ânsia, fazendo a bile prender na garganta e me forçando a engolir tudo aquilo novamente.
— Você não tem o mínimo de vergonha na car