Mundo de ficçãoIniciar sessão
- Certo, crianças, vejam como vai funcionar enquanto o papai Ethan estiver se recuperando.
Enzo havia unido as cinco crianças junto dele na sala, quando voltou do hospital.
Ethan dormia com analgésicos pesados no primeiro andar. Enzo o levara quase sem esforço porque era muito maior e mais atlético que Ethan.
O médico havia se surpreendido em como o jovem motoqueiro estava desidratado, com sinais de deficiências vitamínicas no organismo e diversas cicatrizes de fraturas ou distensões de musculos que somente uma pessoa dez anos mais velha ou quem trabalhava pegando muito peso teria e ele era jovem demais para ter estes sinais. Isso deixou Enzo realmente indignado por perceber que talvez isso fosse culpa dele, por não lembrar dessas coisas da vida deles juntos.
- Amanhã logo cedo quando tomarmos café e eu cuidar do papai Ethan, vamos matricular vocês na escola da cidade, depois vou comprar coisas que precisaremos para a horta e aumentar o celeiro. Quando chegarem da escola vamos cuidar da plantação. Eu irei cuidar do papai Ethan.
Enzo distribuiu um papel com as tarefas divididas com justiça para cada um. Nada pesado, mas para manter os seus garotos com responsabilidades. Com Elisy nos braços ele traçou os passos para as próximas semanas Ethan estava debilitado então ele o alimentaria e faria tudo o mais para que quando estivesse curado não precisasse se aborrecer ou desgastar-se com nada. Enzo podia fazer todas aquelas tarefas sem problemas. Ele sentia-se muito útil e animado para essas próximas semanas. Como se estivesse finalmente tendo liberdade para ser ele mesmo. Ser fazendeiro talvez fosse o que realmente era.
Nas horas seguintes, Enzo calculou o dinheiro que tinha encontrado na latinha de leite de Elisy, economias para gastos da casa, certamente eles esconderam numa tábua no piso perto do quarto deles era porque temiam alguém roubar. Fazia sentido para Enzo. Deixou Ethan medicado, alimentado e de banho tomado- sob muitos protestos- Ethan pareceu envergonhado de Enzo vê-lo nu e não deixou tirar o seu short, claro que estranhou mas ele pareceu muito timido e envergonhado, talvez por temer que Enzo visse as cicatrizes e ele ainda não houvesse recuperado su memória? Colocou Elisy a tira-colo com boné rosa e foi com as crianças á escola matriculá-las.
Enzo achou a escola pobre e desorganizada, mas ficava próxima de casa então era um ponto positivo. A secretária olhou primeiro para Enzo e o seu rosto ficou corado, radiante e assumiu um olhar coquete. Não olhou para nenhuma das crianças com ele.
- Bom dia, senhora...
- Lisandra, srta. Lisandra - ela colocou uma mecha de cabelo para trás da orelha clássico movimento de paquera.
- Srta, Lisandra quero matricular os meus filhos aqui doze, oito seis e pre escola para o de quatro anos.
Imediatamente ela pegou os formulários orientou o que precisava fazer e enquanto isso ainda sem olhar para as crianças perguntou sobre a idade dele, o nome, se era de lá da villa por nunca te-lo visto antes. Enzo deu poucas respostas. Não gostou da mulher nem de ela evitar olhar as crianças , sorrir ou falar com elas, como se não existissem. Enzo fez questão de falar com os professores, zelador, porteiro, cozinheiras e com o diretor eles olharam-no com admiração sua voz firme e de comando e a sua aparência causando uma primeira impressão favorável.
Eles trataram-no como se Enzo fosse alguém importante, serviram café, biscoitos para as crianças que estavam quietas demais. Após tudo resolvido na escola, foram comprar materiais das crianças e o que Enzo iria precisar para começar o seu empreendimento. As crianças adoraram a novidade de passear e fazer compras.
-Pai é aniversário de alguém?
- Pelos documentos que tenho de vocês nenhum de vocês ou o meu, porque Erick?
- Por causa do passeio e das compras, pai Ethan so sai conosco quando é aniversário ou algum feriado nacional.
-Ou daquela vez que a mulher bateu em Ethan 2.
Enzo que escolhia algumas frutas e verduras parou e olhou as crianças, cada uma com suas sacolas de material escolar e roupas novas para escola.
-O que quem bateu em Ethan 2?? - Não percebeu que seu ton ameaçador fez as crianças arregalarem os olhos.
-Uma pessoa da escola pai Ethan. Eles não conseguem ter paciencia com ele. Então pai Ethan nos levou para passear e acalmar todos nós.
Ele queria saber quem foi que fez isso com o doce Ethan2 porque dali em diante seria tudo diferente. Aonde ele estava neste dia e porque Ethan teve de lidar com isso sozinho?
-Então deve ser para algo especial né? -Erick perguntou sorrindo.
A dor no peito que Enzo sentiu era algo indescritível.
- É só para escola, roupas novas e material. Vocês compram sempre que começa ano letivo, não é?
As crianças balançaram a cabeça simultaneamente.
-Pai Enzo você esqueceu que somos pobres e que recebemos doações da igreja a tia Maddie é nossa vizinha e ela sempre lembra de separar algo e traz para nós. Usadas, mas estão sempre em bom estado.
Aquilo foi um choque de realidade, Enzo realmente pensou na cabana, nos móveis gastos e baratos, tudo com conserto ou reparado, nada novo. Os animais e a terra e como tinham de trazer água do poço todos os dias para cozinhar e banho.
- Somos pobres!!!
As crianças olharam umas para as outras e riram do jeito engraçado como Enzo repetira a frase com tanta surpresa.
-Somos pobres pai
-Somos pobres, pobres pobres!!
-Pobrinhos de pobres sem nada nadinha.- Elvis fez um passo de dança de hip hop e Enzo riu.
- Bem, vamos resolver isso.- Ele lembrou quanto dinheiro ainda tinha e no que poderia fazer a curto e longo prazo.
Enzo e as crianças chegaram em casa no fim da tarde, de carona com uma moça que era a administradora de um restaurante grande da villa. O que pessoas ricas frequentavam.
Ethan os vira da janela do quarto do térreo, onde Enzo o deixava todos os dias ao saír com as crianças, estava estressado e irritado por acordar e não os ver na cabana.