O vento de julho batia contra as imensas vidraças do escritório da holding Albuquerque, na Faria Lima, trazendo uma chuva fina que embaçava a silhueta dos arranha-céus vizinhos. Naquela tarde de quarta-feira, o silêncio no andar da presidência era quase solene.
Arthur Albuquerque estava sentado atrás de sua mesa de jacarandá, com o paletó do terno cinza-chumbo desabotoado. Diante dele, repousava a edição impressa do principal jornal de economia e negócios do país. Na página inteira do caderno d