Natacha, com os olhos cheios de dor e ressentimento, respondeu friamente:
- Não tem nada para explicar. Eu só não quero mais te dever nada. Posso me sustentar sozinha. Você sabe o que fez, ou precisa que eu diga? Não sou surda nem cega. Você dorme com minha irmã no nosso quarto, e os sons todas as noites são claros como o dia. E você ainda quer que eu explique? Você não acha que está passando dos limites?
Ela sentiu o coração apertar enquanto falava, cada palavra carregada de mágoa.
Joaquim, pe